Primeiramente devo desculpas aos que notaram que semana passada não teve Personagem da Semana, mas já estamos de volta com nossa programação normal. Enfim, vamos ao que interessa.

Sucker Punch é um filme bastante peculiar. Isso porque ao mesmo tempo em que ele é cheio de ação, porrada e mulheres de micro saia, além de muita confusão, ele possui uma certa reflexão de pano de fundo, diferente da maior parte dos filmes de ação. E Babydoll representa essa dualidade.

Trama

Os grandes problemas de Babydoll vieram após o falecimento de sua mãe. Ao descobrir que ela deixou toda a herança para as filhas, o padrasto se vira contra elas. Ele vai atrás de Babydoll possivelmente pensando em estuprá-la, mas acaba se voltando para sua irmã mais nova. Ela pega então uma arma para defender a irmã, mas ao tentar matar o padrasto, ela erra o tiro e acaba acertando a garotinha.

A situação fica ainda pior quando o filho da puta padrasto chama a polícia e acusa a garota de matar a irmã num ato de loucura, então ela é levada para um manicômio para que façam uma lobotomia nela para impossibilitá-la de contar a alguém sobre o ocorrido. E é lá onde começa a ter fantasias para fugir de sua triste realidade.

Fantasia dentro de Fantasia

Sucker Punch é um filme um pouco confuso quanto ao fato de não sabermos exatamente o que está acontecendo. É fantasia dentro de fantasia.

Babydoll para fugir da realidade do manicômio, imagina que ela está vivendo num bordel onde tem aulas de dança para agradar aos homens, e que suas amigas também estão sendo obrigadas a serem prostituídas. Quando a garota começa a dançar, ela imagina que vai para outro mundo em que ela luta com armas e espadas ao lado das amigas contra seus inimigos.

Então fica a dúvida no ar e apenas podemos imaginar o que realmente acontece no “primeiro plano”.

Parceiras

Após ter um sonho em que ela descobria como escapar do “bordel” (o manicômio naquela realidade), ela convoca as outras garotas para se unirem a ela nessa saga. As garotas são:




Rocket: é a mais próxima de Babydoll, principalmente após a amiga salvá-la de um ataque do cozinheiro. Ela fugiu de casa porque brigava muito com os pais, e sua irmã, Sweet Pea a seguiu para protegê-la e para que as duas pudessem sobreviver. Rocket usa uma metralhadora, uma faca e um pistola e sua roupa é meio estilo ‘sci-fi’.




Sweet Pea: como disse antes, ela fugiu com sua irmã mais nova, Rocket para protegê-la. Ela usa uma espada prata de duas mãos e um rifle M4 personalizado. Sua vestimenta é a mais medieval de todas.




Amber: ela é a piloto do grupo, apesar de faltar um pouco de autoconfiança. Sua roupa lembra as roupas da 1ª Guerra Mundial.




Blondie: é aquela que você só percebe que existe na hora que morre. Seu nome é irônico pelo fato de seus cabelos serem escuros (como vocês puderam obviamente perceber pela foto). Seu estilo é meio steampunk .

Filosofia por trás da pancadaria

OBS: Contém spoilers!!!

Agora voltamos àquilo que eu disse no início deste post. Sucker Punch é diferente da maioria dos filmes de ação normal por possuir uma certa filosofia dentro dele. Primeiro porque envolve realidades alternativas, nas quais não sabemos o quanto de “verdade” elas possuem.

Porém, o seu final é o que o filme tem de mais especial. As garotas vão morrendo uma a uma e no final sobram apenas Babydoll e Sweet Pea. Porém, após uma enrascada, penas Sweet Pea consegue fugir. Neste momento Babydoll, a então protagonista do filme, diz “eu só percebi agora, esta história nunca foi sobre mim”, e ela acaba sofrendo a lobotomia.

Não sei como vocês interpretaram esse final, mas o inesperado é pelo fato que sempre esperamos que o personagem que aparece mais em um filme (o protagonista) seja o sobrevivente no fim, mesmo que todos os outros morram ao seu redor, o “importante” é ele sobreviver (admitam que vocês também sentem isso quase sempre, vai).

Mas o final feliz não acontece para quem esperamos que vá acontecer, já que Babydoll acaba sofrendo a lobotomia e Sweet Pea consegue escapar do manicômio e voltar para a casa de seus pais. Talvez isso aconteça um pouco na nossa vida real… Já parou para olhar ao seu redor ultimamente?

Mas isso também pode ser só filosofia barata. Ou não.

Vídeos

Os primeiros 5 minutos do filme (muito bom)

Essa é para os homens e afins: Babydoll dançando por 9 minutos – “for all your Babydoll needs” (ri muito)

Quem escreve? Marina


Jornalista, escritora e invocadora nas horas vagas.

Comentários

  1. Amanda disse:

    Nossa a babydoll e super linda com um jeitinho de boneca

  2. ana disse:

    esse filme foi algo inovador,diferente de quase todos os filmes que assisti na vida,com ação fora da sua própria realidade,como a forma de ela fugi da sua vida real,e triste para uma coisa melhor,o autor desse filme esta de parabéns,pois apesar de o final n ser tão justo no final quanto o esperado, foi uma ideia totalmente diferente e inimaginada,eu tiro o chapéu para esse filme.

    1. augusto disse:

      nossa parabéns Ana essa foi o melhor comentário que eu vi por aqui,porque vc n só defendeu o filme mas tanbêm fez criticas disse o que realmente é,parabéns,vc deveria ser escritora ou coisa assim,parabéns.

  3. Atrasada disse:

    (comentário atrasado)

    Adorei o filme, achei interessante a abordagem da loucura e da Lobotomia no filme. As músicas do filme(principalmente as cantadas pela Emily Browning)foi uma das coisas que mais gostei.
    Só fui entender um tempo depois de ver o filme, de inicio achei que quem fantasiava tudo era a Sweet Pea(Florita, versão brasileira do nome muito escrota!), mas depois eu percebi que era a BabyDoll que realmente fantasiava tudo. E depois quando ela(BabyDoll) foi Lobotomizada senti um vazio, como se faltasse algo, e isso foi, pra mim, o melhor do filme(por que mexeu comigo.)

    Mas ainda fiquei em dúvida do final em que Sweet Pea embarca no ônibus e encontra o motorista que foi quem ajudou BabyDoll nos seus “delírios”. Então fiquei pensando, “será que Sweet Pea realmente escapou ou ela também estava embarcando em uma jornada para aceitar a ‘libertação’ da realidade assim como Baby, que reconheceu a Lobotomia como uma forma de esquecer seus traumas?”

  4. camila disse:

    eu sou apachonador por babydoll eu amo muito so peso nela nao cosigo para de pesa nela se ela namorase com mimgo ela nao ia siarepede

  5. Bruna Moreira disse:

    Eu amoo esse filme,realmente é fantasia dentro de fantasia,no começo eu não estava entendendo nada do filme,mas depois ele virou um dos meus preferidos *-*

  6. LOL Me disse:

    Eu sinceramente, acho que o filme não é para qualquer um. Você tem que ser bem culto e ter um certo conhecido de psicológica (no mínimo uma pequena compressnão) para poder entender a mensagem. Senão, você vai ver apenas meninas com poucas roupas lutando.
    Na verdade, aquela parte de a Babydoll dizer que ela não era a protagonista, foi o que caiu a ficha pra mim que a fantasia do bordel era da Sweet Pea e não da Babydoll. É a assim:
    Realidade -> Fantasia Sweet Pea -> Fantasia Babydoll(“missões”).
    Acho que a parte da pouca roupa é para atingir um público maior, porque dá pra saber que gente não muito culta pode dormir no filme ou não entender, e esse público masculino que não entender pode pelo menos pagar o ticket to cinema e deixar o elenco em geral mais rico.

  7. anna disse:

    o homem que ajuda baby doll, a escapar somente a leva para a sua aceitação da lobotomia,ninguem sabe se sweet pea consegui escapar .pq no final,quando baby doll fechou os olhos,ela nunca mais o abriu, e imaginou q sua amiga estava fazendo aquilo.e mudando de assunto prevavelmente ela são preostitutas pq são abusadas no real. na hora da dança erotica ela talves são abusadas no real. ..gostei do que vc escreveu..

  8. Garotas Geeks disse:

    [...] Ahh eu adorava Desventuras em Série! : ))) Aliás, pra quem não sabe, a Violet é a Baby Doll de Sucker [...]

  9. Gaby disse:

    Esse video no final revelando toda a dança dela foi sensacional, Mari~!!

  10. Bruna disse:

    Eu achei um pouco estranho o filme. Fiquei com uma sensação de que estava faltando algo. Enfim, foi massa!
    Mas gostei da filosofia de Mundo Surreal, é uma das coisas as quais mais penso. Imagine viver num mundo de fantasia dentro de outro mundo de fantasia(?) Será que somos assim? Matrix? Parei!

  11. Eddy - O.o disse:

    O filme é divertido, bacana, as atrizes sao delicinhas…

    (eu ainda prefiro a Popozuda Rock N´Roll, mas tudo bem)

    a historia é boa, quando o filme comeca a cansar, voce vai la na cozinha e prepara mais pipocas sem “pausar”, volta e acaba de assistir numa boa, achando que valeu a pena.

    E, sim, este é o coment sem noçao desse otimo post, afinal de contas, todo mundo aí de cima já deu suas filosofadas (algumas até certas) sobre a “obra em questao” e eu nao to com cabeça pra isso nao…

    E sim, ser o sem nocao da turma é legal…

    Bjo meninas…

  12. Vinícius disse:

    Apesar do final as coisas não darem muito certo pra babydoll, no fim ela consegue a sua liberdade, pelo menos foi oq entendi.
    Ao sofrer a lobotomia ela se tornou livre daquele mundo que ela tanto queria fugir, e passou a viver sempre dentro do mundo de fantasia dela, que convenhamos é muito mais divertido :D
    Como ela mesmo disse, não sei exatamente as palavras mas algo parecido com isso, “liberdade é relativo”, ou “ser livre é só questão de referencial”.
    E falar que o filme é filosofia barata me entristece =\

    1. Marina disse:

      vinícius, eu não falei que o filme é filosofia barata.. falei que o que eu escrevi poderia ser filosofia barata ehhehe

  13. felipe disse:

    É um filme de ação perfeito.
    A primeira cena é narrada pela Sweet Pea, assim como a última, mas lá nós já sabemos que ela que é a real “dona da história” como diz Babydool. Na verdade não é filosofia barata não, porque o Zack Snyder (300 e Watchmen! aliás..hehe) deve ter pensado nisso a partir do momento que penso em faze esse filme.
    Excelente e diferente “Pocket critica” tambem..

  14. KKKKKK adorei o babydoll por 9 minutos

    suckerpunch é o tipo de filme que dá ódio de todo mundo, principalmente pela atriz principal e a cara de CU DOCE dela

  15. bymaxweb disse:

    Muito legal seu post. Ainda não assisti o filme mas não tenho problema com spoilers. Me deu mais vontade de ver. Tô te seguindo ;-)

  16. Miranda disse:

    Ao ver os trailers, eu pensei: “Samurais gigantes, robôs, dragões, armas de fogo e brancas e mulheres. Agora sim um filme de RPG.” Fui assistir na esperança de ser só isso mesmo, mas a profundidade do filme realmente é fantástico. Um filme com pessoas que nunca tinha ouvido falar foi, para mim, o melhor filme dos últimos tempos.

    E a ideia de ter um final inovador foi fantástica. Acredito que ninguém esperava esse fim e todos que eu conheço gostaram.

  17. Darkmaru disse:

    A única coisa que não gostei no filme foi a morte da minha linda Amber. Fora isso, é um espetáculo visual do começo ao fim. XD

  18. gabriel disse:

    Sempre tenho a impressao q em algum momento vai parar tudo no filme e começar a tocar:

    Cause I may be bad, but I’m perfectly good at it
    Sex in the air, I don’t care, I love the smell of it
    Sticks and stones may break my bones
    But chains and whips excite me

    Na na na na come on, come on, come on
    I like it-like it
    Come on, come on, come on
    I like it-like it
    Come on, come on, come on
    I like it-like it (Na na na)
    Come on, come on, come on
    I like it-like it

    Pq será?

  19. Z Shinoda disse:

    Conheço gente que não entendeu o filme, apesar dele dar todas as deixas nos primeiros instantes da história. Eu não o considero complexo. Ele é ótimo porque é familiar. Ele traz perguntas que fazemos a nós mesmos pelo menos uma vez em nossas vidas. O Wiseman entrega a morte da Babydoll com o quinto elemento que ela precisa encontrar. Um sacrifício muito grande que ela terá que fazer. Entendo a espectativa da gurizada de querer vê-la viva e livre, literalmente.
    A questão é que Babydoll venceu. Ela ferrou com o padrasto, com o Blue, e apesar das demais perdas, salvou uma das meninas, e como resultado de tudo isso a liberdade da própria culpa pela morte da irmã.
    Ela chutou bundas.

  20. Skilo disse:

    No geral é um filme bom. Deveria ter feito + sucesso.
    Cansa na segunda parte, a luta no trem eu achei muito chata por exemplo.

    Mas falar que nem achei o final tão inesperado assim, quando as meninas começaram a morrer, já pensei na possibilidade da Sweet Pea se salvar e a Babydoll não, até porque no início já mostra a lobotomia.

    Uma coisa que ainda tento entender é que (no bordel) a Dra. *insira nome que esqueci aqui* informa que ela foi vendida para o High Roller, mas no manicômio a Dra não sabia da lobotomia.

    Outra coisa que me aborreceu, foram criticas falando que as mulheres foram mostradas como objetos, ou como vulneráveis. Sinceramente eu achei o oposto, ok as roupas nas lutas e no bordel me agradaram bastante (e creio que a boa parte do público masculino), mas fora isso achei uma demonstração de força bem grande elas se rebelarem, até porque a imagem do manicômio é bem opressora, decadente, e quando Babydoll olha em volta as meninas todas estão bem fragilizadas.

    Não sei, só assisti ao filme 1 vez, tenho que parar para ver de novo e opinar melhor.

  21. June disse:

    Como o Yuri disse, Sucker Punch é uma história complexa e que merece uma análise mais profunda, principalmente por ser muito rico no aspecto psicológico, no uso de arquétipos e músicas cheias de significado para cada momento da trama (destaco o cover de Sweet Dreams e Army of Me da Bjork…trilha sensacional)

    Confesso que é um pouco cansativo na segunda metade, ou seja, é um filme difícil de se assistir se você resolve vê-lo às 2 da manhã como foi o meu caso.

    Mas o filme foi fiel ao que se propôs. Wise Man (arquétipo do Velho Sábio) , a jornada que ele anuncia, as “armas” e pistas que ele deixa é um tanto marcante, deixando claro que é necessário ter uma percepção maior do que enxergar esse filme como mero entretenimento. É essa cena que deixa claro aonde isso vai acabar, mas nem por isso nos deixa menos satisfeitos ao final. Pelo contrário, tenso do começo ao fim.

    Há quem diga que não passa de filosofia barata usada pra justificar uma história insonsa. Porém ninguém ia se dar o trabalho de fazer uma história tão intrincada em diversos aspectos se não tivesse um significado por trás de tudo isso.

    A angústia que senti no filme é a mesma que sinto nesse momento, em querer saber muito mais para poder discutir a altura sobre o mesmo.

    1. Yuri Dittrich disse:

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      Bom saber que a tem gente que ainda presta atenção nisso!!

  22. Cleber disse:

    Eu adorei o filme. Está no meu top 10 ever.

    Achei milhares de referências nerds, dentre outras coisas. Pecou em alguns momentos quais as missões começaram a chatear, mas não desmerece.

    Parabéns Marina do 73.

  23. Marcelo Beat disse:

    Tmbm confesso que esperava um pouco mais do filme. São tantas sequências de ação em tantos mundos diferentes que não sobra qualquer espaço pra desenvolver as personagens de forma decente. Mas tmbm não acho que merecia ser o fracasso que foi. Aposto que é um daqueles filmes, como “Blade Runner” (guardadas as devidas proporções), que se tornarão mais e mais cultuados a cada ano que passar.

  24. Heglaé disse:

    Ai, sinceramente não curti nem o filme nem o personagem. Vi o filme com a maior expectativa e quase dormi enquanto assistia…Meu namorado falou que a BabyDoll tem a mesma cara de paisagem antes e depois da lobotomia…rs

  25. Guilherme disse:

    Achei super bem construída a crítica @amarinado73, apenas na parte do final é que não concordo. Acho que se o diretor de Watchmen, 300 e Madrugada dos Mortos tivesse se concentrado menos nas alucinantes filmagens das cenas de ação, e mais na história, poderia ter desenvolvido um pouco mais da história de Sweet Pea, antes de dizer que a história era dela né… Foi tipo chegar ao final do 6º Star Wars e dizer que a história foi do Chewbacca…

    1. Bizzys disse:

      Concordo! Eu achei que o final foi muito “filosofia barata”, e isso estragou o filme para mim.

  26. Yuri Dittrich disse:

    Ahhhh eu tava falando sobre SuckerPunch hoje mesmo, no post do Nyancat (lol)!!! É realmente um dos meus filmes favoritos, a filosofia intrincada e complexa desse filme é digna de horas a fio discutindo!!! Existem tantos detalhes ricos durante a trama que eu fiquei boquiaberto!!!

    O esquema da Musicoterapia e o transe, dos affairs entre a terapeuta e o antagonista, de toda a trama da fuga ser em torno de uma criação de uma releitura de mundo a partir das pacientes… muito foda.

    Adorei o post!!!

  27. GOSTEEEEEI do poste, inclusive eu fiz uma postagem parecida com esta no meu blog ;D

    1. Gaby disse:

      HUauahahua ‘gostei do poste’ XDD *as coisas que a garota repara* #nonsense