Atendendo a pedidos, vou falar aqui sobre a Lei Anti-Games e dar minha posição quanto ela. Na verdade, eu acho que nem precisava. Quer dizer, alguém é a favor disso?

Como vocês já sabem, é complicada a questão dos games  no Brasil e, pra ser gamer por aqui, é preciso ter um monte de paixão, paciência e dinheiro. Tem a questão dos impostos, de tradução, pré-venda que sempre é uma bagunça, etc etc, tudo muito chato, porém contornável. Mas agora a porra ficou séria!

O senador Valdir Raupp criou um projeto de lei em 2006 que pode ser que seja aprovado agora. Ele prevê uma alteração na Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que, se aprovado, incluirá o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos.

Pra você que não entendeu nada: a tal lei define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. E, ao incluir esse trechinho aí em cima, o senador quer que a fabricação, importação, distribuição e comércio de jogos sejam crimes de preconceito por ameaçarem os costumes e tradições dos povos.

De acordo com a minha interpretação, isso significa classificar um produto cultural, que são os games, como uma ameaça à cultura brasileira. O que faz todo o sentido. Afinal, eu passei o Carnaval, festa mais famosa do Brasil, pulando em telhados numa Constantinopla virtual. Agora, acho que sou uma turca e, sem dúvida, uma grande ameaça à soberania da cultura brasileira.

Carnaval é em Veneza, mas eu tava no Revelations.

LOLWUT????

Falar que a importação e comercialização de jogos é uma ofensa aos costumes e tradições brasileiros num país onde a gente tem essa coisa bem patriota só que ao contrário de que “tudo que vem do exterior é melhor” não faz o menor sentido. Produto cultural por produto cultural, ligue o rádio em qualquer uma das emissoras com mais audiência e veja quais são as músicas mais tocadas, ou vá ao cinema e veja os filmes em cartaz. A impressão que dá é que, quando algo made in Brazil está entre os selecionados, é por cotas!

Então, se algo que está muito mais disseminado entre a população não sofre essa espécie de censura para entrar no país, por que os games sofreriam, se são consumidos por uma parcela muito menor que os outros produtos culturais que “importamos”? Parênteses pra falar de pirataria: o projeto de lei não fala sobre o consumo de games, mas sim às formas de acesso legais a eles. E a gente já sabe que pirataria é crime e um crime não justifica o outro.

Outra coisa: o projeto não deixa claro quais games podem ser barrados, já que usa parâmetros completamente subjetivos para isso. Mais ou menos como a lei que enche os games de impostos ao colocá-los junto com jogos de azar.

Olha, eu não sei qual é a motivação do senhor Valdir Raupp ao sugerir uma lei dessas, mas, se tem uma coisa que eu sei é que não é pra proteger tradição e costumes porra nenhuma. Ainda mais num momento em que o mercado de games está em franco crescimento no Brasil, inclusive com desenvolvedoras nacionais ganhando destaque.

 

-VDD ISSO AÍ É UM ABSURDO, MAS TEM ALGUMA COISA QUE EU POSSA FAZER?

Aí que tá: tem. Você pode demonstrar seu descontentamento e disseminar essa história toda por aí, pra mais pessoas também agirem contra. Isso envolve escrever sobre isso no seu blog, discutir o assunto com os seus amigos, encher o saco de senador (TwitterFacebook - telefone do gabinete) e tal.

A ACIGames redigiu uma carta aberta sobre o assunto e você pode usar ela para se inspirar e espalhá-la por aí. Só não vale ficar quietinho enquanto o processo todo tramita – e, olha que absurdo!!!, o Moacyr Alves (da ACIGames/Jogo Justo) recebeu uma ligação de uma fonte em Brasília avisando que há grandes chances da lei ser aprovada!!!

Ignorance is bliss, mas conhecimento é o que move o mundo, certo? ; ) então, espalhe por aí e vamos tentar vencer juntos essa lei absurda!

Quem escreve? Giovana


Giovana vê referências nerds onde não tem, crê que dor de cabeça é gene X se manifestando e acha que De Volta Para o Futuro > Star Wars. Pretende ser Embaixadora da Terra para Assuntos Externos e ainda quer casar com o Zachary Quinto apesar dele ser gay (afinal, é mandingueira e traz a pessoa amada de volta em 3 dias).

Categorias: Games, Manchetes

comentário(s)

  1. Tammy disse:

    Minha opinião sobre isso aí é: VAMOS FALAR DE CULTURA, BRASIL?
    Então matar zumbi não pode, mas jogar com a Globeleza pelada às 14h da tarde com crianças pode, né?

    É complicado falar sobre ~ameaças~ de tradições e costumes quando tem uma mulata gostosa sambando na minha televisão às 14h da tarde.
    Lê-se hipocrisia.

  2. Luciano disse:

    pois é fiquei tipo WTF quando li o Tweet do Moacyr, publiquei também no meu blog essa parada e discuti isso com alguns professores durante o intervalo, e essa semana vou fazer o possível para falar sobre esse tipo de absurdo nas minhas aulas do ensino médio!
    we are the resistance

    • Jeferson Cardoso P. Lança disse:

      Eu apoio tudo isso e digo mais:

      Nobres irmãos gamers,peço que erguam seus controles. Hoje não estamos divididos entre X Boxers, Playstationeses, Nitendistas e tantos outros. Somos um único povo com um único, porém grandioso, objetivo.

      Fazer com que aqueles que tentam ferir nosso estilo de vida preferissem nunca ter despertado nossa ira!!!!!!

      Ao som das trombetas de 8-bit o mundo verá nossa gloriosa força!!!

      Por Final Fantasy, Assassin’s Creed, Donkey Kong, Mario e o poderoso SONIC. Por todos os heróis que já vivenciamos.

      Univos numa única exclamação:

      NÓS SOMOS A RESISTÊNCIA GAMER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Wellington Ideriha disse:

    Agora quando vem algum ator Hollywoodiano pro Brasil, gravar bunda, matar todo mundo, falar que o país só tem pobresa e corrupção…o que é fato na maioria das vezes, ai o governo abre as pernas! O governo não tem mais nada pra fazer não? Que tal as mesmas palavras clichês?! SAÚDE, EDUCAÇÃO, E OUTRAS MAIS QUE TODO MUNDO JÁ ESTÁ CANSADO DE LER, OUVIR E REPASSAR?!

  4. Luh disse:

    que merda é essa o.O
    pq os games? tem os livros, cinema ,…
    ñ é censurando um nicho de entretenimento que a cultura brasileira tornar-se-á melhor, o senador Valdir tem uma cabecinha de camarão por pensar que o problema se resume aos games
    até pq os gamers no BR ainda são poucos e eles não são os responsáveis pela cultura do BR estar desse jeito, a ponto de passar propaganda na TV ensinando que ñ é legal fazer xixi na rua ¬¬
    senti muita vergonha de ser brasileira com esse tipo de propaganda, PQP Brasil!!!
    Os políticos do Senado que nem sabem todas as capitais dos estados brasileiros querem falar sobre cultura?

  5. Pedro Alef disse:

    Onde vivemos? – Em cuba?

  6. larissa disse:

    Acho que esse cara tá querendo que a gente ligue o modo GTA e vá pra cima dele, porque né…

  7. Sillas disse:

    Giovana, pq vc falou da tradução? Ql o problema em relação a isso? (tô perguntando pq n sei msm)

    • Giovana disse:

      o problema é que não tem, rs. Não é todo game que vem 100% traduzido pra cá. comom eu disse, é algo contornável, não atrapalha tanto e eu confesso que até acharia meio estranho um jogo todo dublado. mas, enfim, pra quem não fala inglês, é um probleminha.

  8. Luzdodia disse:

    Isso que eu chamo de absurdo. Se é para censurar pq ele não começa com os filmes e a TV? Acho que no Brasil o publico de gamers é tão pequeno, devido aos impostos abusivos, que não faz nem cocegas na cultura. Esse projeto não faz sentido algum. ¬¬

    • Jéssica disse:

      Concordo com você, afinal, nas ruas é mais fácil você encontrar alguém querendo imitar algum personagem de novela( com roupas, acessórios, cabelo, jeito de falar/gesticular, etc), do que um cara imitando, sei lá, o Ezio ou o Subzero(não que não dê vontade, mas não fazem).

  9. Amanda disse:

    Aff ,antes era essa tal de SOPA e PIPA agora isso?
    Mas q merda em?!

  10. Mandy disse:

    Eu acredito que o grande problema é que o povo brasileiro ainda não perdeu a mania de dizer que video game vai influenciar quem joga (até por que, depois de jogar as chances de você achar uma molotov em cada esquina aumentam). E já que os gamers são minoria nesse país, é mais fácil jogar a culpa nos jogos do que nos filmes ou nas novelas.

  11. Amanda disse:

    Querem que nos tornemos índios.
    Querem transformar o Brasil numa grande tribo com seus costumes e “cultura” COF…COF. fechados.

  12. Thamie disse:

    Desculpa mas para mim esse negócio de proibir games por serem “nocivos a cultura brasileira” é pura besteira.
    Para mim isso é mto radical…em um mundo globalizado igual a hoje,parece uma puta retrocesso.

  13. F3N1X disse:

    Mesmo que sejamos a resistência, vale lembrar que, quem colocou esse tipo de pessoa lá, foram nós, diretamente ou indiretamente. Se nós colocamos, deveria ser direito tirar de lá também. Afinal é como dizem “Eles trabalham pra gente”, não o inverso!

  14. Di-Lua disse:

    Pelo amor de Deus!!Dá até vergonha de ser brasileira, esse tal de Valdir Raupp é um hipócrita, sem cultura, que foi eleito por ignorantes e ganha um salario absurdo para trabalhar uma vez por semana, não sabe nada sobre games e quer proibi-los. Eu tenho um recado pra esse Deputado e todos os que apoião essa lei:
    QUE TAL VCS SE PREOCUPAREM COM O MONTE DE CORRUPTOS DESSE PAIS?

  15. Jéssica disse:

    *Cadê o meu Death Note numa hora dessas?…*

    Esse cara não tem nada melhor pra fazer não? Convenhamos que jogar Assassin’s Creed, Left4Dead, Mario, Sonic e afins é 1000³³³ vezes melhor que assistir novela/filme brasileiro, e é também 100³³³³³ vezes melhor que ouvir música brasileira(lê-se restart)… então, porque que em vez de “proibir” os jogos, não “arranjam” uma cultura “mais interessante”??? Afinal, a culpa não é dos gamers se a cultura nacional não lhes interessa… até porque, não menosprezando o Brasil, muitas das vezes, culturalmente falando, outros paizes são mais “atraentes”…

    Se aprovarem isso, não sei como, mas eu mudo de país.

  16. Kaoru disse:

    Se é pra proteger cultura, vai vestir a globeleza! O próprio país banaliza sua cultura e a culpa é dos games… Tá, né. As novelas e filmes possuem conteúdo bem mais ofensivo à cultura, sem contar nos programas de tv (aliás, acabo de lembrar da Índia Potira, da Escolinha do Gugu. Cultura indígena foi pro limbo, né?). Mas a questão é: os games -todos sabem- não ferem cultura alguma. Mas os gamers são poucos e o público de séries, novelas e filmes é bem maior e lhes daria maior dor de cabeça. Fora que é a produtora original dos games que lucra com eles, nada mais justo, mas essa grana não entra pra bol$a brasileira. Mas nos outros casos, a grana cai no bolsinho deles. Então, eles vêm sobre nós. O que eles não querem mesmo é deixar de ganhar. Pronto, falei. O problema deles é a verba que não entra, porque a negociação de games é feita com uma importação seguida da venda direta, seja num estande, seja numa grande loja. Nada cai na mão do governo. Aí colocaram o aumento de imposto. Mas os impostos não os satisfazem mais. Aí inventaram essa. O que devemos fazer é nos unir contra isso. Pois somos poucos, mas podemos vencer essa. Por todos os jogos zerados, nós VAMOS conseguir!

    • Luzdodia disse:

      Eu achei lindo: Por todos os jogos zerados, nós VAMOS conseguir! E vamos sim, já estou mostrando para amigos e familiares esse “projeto” que nada mais é do que uma justificativa para dizer que está fazendo alguma coisa. E VAMOS QUE VAMOS.

  17. Daf. disse:

    Na verdade ele está vetando os games que são considerados violentos e que atentem á religiosidade no país. Não é todo e qlqer game estrangeiro. A ideia é tão ruim qto parece mesmo. Mas ja teve oarecer favorável da CNJ.

  18. JulFes disse:

    Simplesmente, laméntavel essa notícia!

    Indignante ter que ouvir/ler uma notícia dessa, não acredito que o BR conseguiu chegar a esse nível, depois dizem que o governo faz “de tudo” para tornar um brasil melhor. Eles acham que proibindo os games vai ser a solução de tornar nosso país mais cultural? (fala sério)
    Apenas ligue a TV por alguns minutos e perceba o que nosso país realmente é, começando com aquela propaganda em campanha para não fazer “xixi” nas ruas. WUUUT? CARA, vocês acabam de se auto defamarem…só faltam escrever no final como slogan: “Desrespeiro é com nós mesmos!” (infelizmente isso é uma realidade) MAS CARA, não faz uma propaganda assim…
    E mais, alguém me lista ai programas CULTURAIS que a TV(Globo) fornece aos tele-espectadores – Zora Total; Os caras de pau; Turma do Didi; Esquenta; Novela das 8 e por ai vai…
    Nossa só programa de insentivo a cultura BR !!

    Que vergonha, fico indignado em ter que suportar um absurdo desse…
    Vamos derrubar a ideia estupida desse tal de Valdir Raupp.

    Estou com vocês galera!

    AVANTE RESISTÊNCIA GAMER!!!!!

  19. Fabio Melo disse:

    Mais uma vez, vamos com calma porque tem gente vendo pelo em ovo com esta alteração.
    Qualquer um que posta esta notícia deixa bem clara uma coisa que não é verdade: a de que todo o jogo seria barrado por causa disto. Calma que não é bem por aí.
    O texto propõe a alterar uma coisa: a dos jogos que colocam negros, índios e outros povos em posição inferior, de forma deliberada. Isto, em teoria, serve para jogos como o Rapelay e o Bullying e talvez os jogos da linha GTA, por colocarem temas e situações baseadas em preconceitos e crimes. Jogos estilo Left4Dead não tem os elementos que estão caracterizados pela lei, até mesmo porque eles não demonstram, diretamente, este tipo de preconceito ou discriminação. Mais uma vez, na teoria, isto afeta uma parcela muito pequena dos jogos lançados no Brasil.
    Contudo, isto não quer dizer que esta alteração seja menos problemática. O problema que isto decorre é a CENSURA, que é inconstitucional. O segundo ponto (que também não foi abordado aqui e é falado de forma bem leviana na carta da AciGames) é o que tange aos parâmetros de ser ou não ser contra alguma tradição ou povo. Explico: assim como decorre na própria lei de crimes de racismo, o critério de julgamento depende e muito do juiz. Assim, se alguém encasqueta com o jogo do Mário Bros, dizendo que ele é contra, sei lá, a cultura italiana, por oferecer uma visão distorcida do povo, ele poderia ser barrado. É este o maior problema disto ser uma emenda e não uma lei própria, a redação dela não exige um critério de julgamento. Sem contar que pode acontecer algo muito parecido com o que acontece na Austrália, onde existe uma censura muito forte para este tipo de coisa.
    Outro ponto que é ainda mais grave é no que diz respeito a quem fará cumprir isto. Considerando que não vejam a falha no que tange a censura prévia de ideias, não é colocado qual órgão iria fiscalizar e categorizar este material. Assim, teria que ser montada uma comissão para avaliação de todos os jogos quanto ao assunto de ser ou não ofensivo a determinada cultura ou aumentar o tempo em que o jogo é avaliado para se determinar a faixa etária, o que tornaria o licenciamento de jogos no Brasil ainda mais demorado.
    E outro problema é que esta modificação também entra em conflito com leis que permitem a divulgação e propagação da cultura. Não é proibido, por exemplo, vender o livro Mein Kampf do Hitler no Brasil, uma vez que ele é visto como um documento histórico (mesmo sendo a base de boa parte dos pensamentos dos neonazistas e White Powers). Um game poderia entrar neste mesmo parâmetro, uma vez que foram inclusos como bens culturais.
    Ou seja, eu também sou contra este tipo de adição a uma lei pelo fato de sua redação ser bem deficiente em termos de critérios e de abrangência. Ela não pode passar exatamente por censurar ideias e dar a entender que as pessoas não têm poder de decisão naquilo que consomem ou deixam de consumir. Relegar ao Estado o papel de “filtro” é coisa que acontece em governos totalitários, deixando de lado a democracia.

    • Viviane disse:

      Tão bom ler um comentário sensato de alguém que entendeu do que trata a lei. Todas matérias que vejo sobre o assunto falam como se fosse barrar todo e qualquer game de ser fabricado,importado, distribuido,comercializado, etc.

      Não quero me prolongar, até porque outro dia já de minha opinião sobre no twitter, mas basicamente é isso que o amigo aí de cima disse.

      Sim, continua sendo um ABSURDO um projeto desses, mas vamos com calma, minha gente, não é lei “anti-games”, é anti-games-com-teor-preconceituoso-ofensivo” e, mesmo isso, pode ser objeto de muito debate, inclusive em via administrativa, se a lei for aprovada, no momento de sua aplicação.

      • Gabriel disse:

        A questão é que na teoria ela é “apenas” uma lei para barrar “games com teor preconceituoso-ofensivo”, mas na prática como as definições são bem abertas e subjetivas deixa-se inúmeras brechas para que se barrem os games de forma, digamos, muito arbitrária.

  20. Sabrina disse:

    JOGOS influenciam mais na cultura do que funkeiras peladas na TV ? tudo bem um garoto jogar GTA e depois fingir que a mão dele é uma brazuca. as gurias vem funkeiras na TV e usam shortinhos que mostram a bunda, dançam que nem vadiazinhas por ai e perdem a virgindade aos 10.
    Alias, qual a cultura do Brasil? carnaval ? funk ? pagode ? turma da monica ? Ta na hora de acordar né, por que será que preferimos coisas da gringa?
    O governo hoje em dia quer acabar com o NOSSO MUNDO, lei SOPA e PIPA, só por que o povo mais velho não teve tudo que hoje a gente tem eles querem acabar com isso ? eles precisam aprender que é um novo mundo, um mundo conectado com jogos surreais.

  21. Darkmaru disse:

    Como se não bastasse a própria indústria de games zoando geral (com a doença chamada DLCs)vem esse mané querendo implicar com o meu hobby XP

  22. MiniGama disse:

    As pessoas que tão concordando com essa lei nunca devem ter tocado em um videogame,querem acabar com tudo,isso está fazendo o Brasil regredir,Lei Sopa,lei anti-games,aquela lei que quer mudar a programação da TV paga,não é um direito ter lazer?Então tirar os melhores games,sites de compartilhamento,etc vai acabar com o nosso lazer!Se é para mudar alguma coisa,combata a pirataria,os crimes,etc,

  23. KATHE disse:

    é…..esse cara nunca deve ter tido um snes ou um atari que seja…hah
    mas falando sério,me diz…por que a gente prefere jogar videogame,assistir filme “importado”e comprar coisas de sites made in usa???? por que sao melhores….óbvio….por que eu prefiro assistir star wars do que sei lá…o auto da compadecida…por que até hoje os unicos filmes brasileiros que me chamaram atnçao foram tropa de elite 1 e 2…
    Eu tenho um filho de 2 anos de idade e prefiro que ele assista the walking dead do que um bando de mulheres peladas rebolando com um apelo sexual absurdo as 14h da tarde ….prefiro the walking dead a ele ter que ver um bando de gente bebada se agarrando com 300 pessoas em menos de 2h num trio eletrico…prefiro que ele fique jogando sonic comigo no feriado do que passe aceitando esta cultura inutil chamada carnaval ,que só faz aumentar a bandidagem,o indice de soro positivo,o indice de mortes no transito e o indice de crianças que nascem 9 meses depois sem conhecer o pai e viram marginais…entao se alguma coisa que prejudica a cultura tem que cabar nao é o videogame….e sim a bosta do carnaval….Mas claro…se o carnaval acabada o país entra em colapso….

  24. Lara disse:

    Proíbem filmes, agora vídeo-games, daqui a pouco até os livros.

  25. Mariana Nobre disse:

    Eu também gostaria muito de saber como raios um jogo vai ferir os povos e costumes brasileiros … ¬¬
    Proibe tudo então e vamos viver a la Cuba, porra.
    Eu respeito muito a nossa cultura, gosto de apoiar os filmes nacionais e sou super a favor de ter incentivo para criação brasileira em games, eletrônicos, etc. Mas isso não quer dizer que eu deva me sentir menos brasileira por consumir o que vem lá de fora …

  26. Elenyelde disse:

    Acabei de twittar para esse lixo de Senador, q ao invés de fazer leis que favorecem o povo brasileiro, fica aí se preocupando se jogamos game ou não. Se ele me processar…viro mártir.

  27. Zalectra disse:

    Ao meu ver, tudo que envolve dinheiro tem poder. E, querendo ou nao, a os games geram muita grana. Ainda bem! To torcendo para essa parte ter um peso grande quando essa votação acontecer. Que cara idiota. Fora que o fecho é super vago, vai ficar aberto a tantas interpretações que vai virar bagunça. Caso contrario, vou ter que me mudar.

  28. Vanessa disse:

    Alô, bonitos e bonitas! Vamos colocar os pingos nos “i”s.
    Ficar reclamando no Face não vai mudar coisa alguma. Temos a internet nas mãos e podemos fazer bom uso dela.

    Sou cineasta e acho, particularmente, que isso não vai pra frente, simplesmente porque é anticonstitucional censurar manifestação cultural. Alguém, racional, vai parar com essa titica. O caso é que, lendo os artigos dessa lei aí, descobri que ninguém menos que Marcelo Crivella está envolvido nessa.

    Isso trata-se de mais uma iniciativa em nome dos “bons costumes para entrar no céu”. Eu não tenho nada contra religião, inclusive tenho uma, mas não creio que misturar as coisas seja uma opção.

    E vc aí, que reclama do governo: se vc tem idade pra votar, é culpa sua tbm, se aceita folhetinhos de boca de urna e não pensa pra onde vai o seu voto. E é culpa sua tbm, se vc anula ou vota em branco, pq esses votos de nada servem. Ou vc anula sua voz ou deixa que o seu voto vá para quem já está ganhando e, infelizmente, a maioria das pessoas ainda é ignorante/fanática e quem está ganhando normalmente está na corja do fanatismo religioso.

    Portanto, amigos, mexamos os pauzinhos antes que seja tarde demais, pq, um dia, pode ser. Já postei inúmeros comentários no GameVicio hj, mas parece que as pessoas só sabem chamar os políticos de “FDP” e escrever “sensura”, então né… cabe a todos agir com bom senso.

  29. Eduardo(moe) disse:

    Mais um caso de censura travestida de bom mocismo. A proposta do Senador Raupp pode parecer ter a melhor das intenções, mas se pensarmos bem, por que este ataque tão direcionado aos games? De que forma seria avaliado o conteúdo de um jogo para determinar se ele está em conformidade com a lei? O Senador está, com esse projeto, atendendo aos apelos de uma parcela da sociedade que marginaliza os games, dado que estes são considerados, segundo a proposta, os únicos meios de entretenimento que podem ser ofensivos a culturas, religiões e etc. Obviamente, isso pode ter consequências desastrosas no que diz respeito a liberdade de expressão, uma vez que um texto vago como esse dá margem a todo tipo de interpretação motivada por todo tipo de interesse.

    Aliás, Valdir Raupp é senador pelo PMDB e, se não me engano, é presidente nacional deste partido. Lembrem-se disso nas próximas eleições. Outra curiosidade é observar quem foi relator do projeto, entre eles estão reacionários conhecidos como Marcelo Crivella e Aloysio Nunes Ferreira.

  30. Deangelis Danger disse:

    Aqui Vai a minha opiniâo!!! O estido de vida de um jovem muda de geração a geração, os games fazem parte da nossa geração
    Portanto querer evitar, alterar ou interferir no hobby de nossa geração é derrespeitar a nós jovens que pertencemos a ela
    não somos obrigados a seguir a nossa cultura só porque nascemos no aqui, o livre arbítrio é uma lei que está acima de qualquer lei que criaram ou que ainda vão criar
    as mudanças acontecem querem ou não
    sinto um ar de inveja por não ter quem fizesse jogos na época desse cara ae
    quando um costume é acolhida por uma geração inteira ela se torna parte de nossa cultura também, talvez não como criadores de jogos ainda mas como consumidores em peso
    portando esse cara não é deus para mudar um costume de uma geração inteira
    ta dado o recado
    é isso ae galera!!! o elo tem que continuar!!! vamos nos ajudar nessa batalha contra o crime que estão querendo cometer com a nossa geração!!!

  31. vanessa ribeiro disse:

    inacreditável. o processo de imbecilização chegou ao nível máximo.

  32. Clemente disse:

    Então, se algo que está muito mais disseminado entre a população não sofre essa espécie de censura para entrar no país, por que os games sofreriam, se são consumidos por uma parcela muito menor que os outros produtos culturais que “importamos”?

    No meu ponto de vista a pergunta já é a própria resposta. Uma parcela muito pequena da população que joga. Por mais que vejamos que está crescendo, hoje existem 100 milhões de consoles (Wii, Xbox 360 e PS3) nos EUA e somente 2,5 milhões no Brasil (via kotaku) e é uma disparidade muito grande, consequentemente a circulação do dinheiro é menor.
    Pirataria é um tiro no pé de quem compra: Não amplia o mercado, não movimenta dinheiro legal.
    Se o mercado de games movimentasse no Brasil o mesmo volume de dinheiro que outros produtos culturais, como os filmes citados, com certeza a historia seria diferente. Se quisermos que o mercado de games se torne forte, devemos mostrar que ele é lucrativo para os nossos governantes e comprar jogos piratas não ajuda em nada nisso.
    Vivemos em uma sociedade capitalista, movida pelo lucro. Se quisermos respeito, precismos mostrar que podemos ser lucrativos.

    É o que eu acho. u.u

  33. Luiza disse:

    Querida, ate que te blog tem um layout bacana, sabia? Mas eu acho que games é um lance mais pra garotos e garotas nao vaidosas…

    Nerd is the new black? Rsrsrs a palavra nerd ta mesmo avacalhada porque hj em dia qualquer um se acha como tal. Hora na manicure vc nao marca nao? Faz um post mais feminino, fia. Contra o governo, ninguem pode. Aceita isso, eh simples.

    Beijao, sucesso!

  34. Matheus disse:

    Proteger a cultura brasileira? Ok, vamos lá então. Primeiro, acabe com Big Brother, aquilo é um insulto a inteligência humana. Segundo, pare de passar um bando de mulata com fio dental toxado no rabo na hora do almoço como se isso fosse algo mais comum e maravilhoso. Terceiro, novelas? Bota aquele bando de lesado pra trabalhar, pq em novela todo mundo tem empregada, come, bebe e vive bem e não se vê um lazarento trabalhando ( não sei pq pensei nos nossos políticos ), não vou nem comentar sobre Rebelde pq sinceramente não sei se vou ter paciência pra controlar meu linguajar. Enfim, tanta coisa pra se preocupar nessa maldição desse país e esses cretinos fazendo leis dementes como essa. Tenho até medo de começar a pensar pra onde esse país está indo.

  35. QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? CLARO Q ESSA BOSTA NAO VAI SER APROVADA (espero que nao) QUE CARA RETARDADO

  36. Bruno Bauer disse:

    A constituição já institui o estado da República Federativa Brasileira como um estado Laico, isto é, livre de intervenções religiosas em questões política… gente isso é demagogia religiosa, só pra arrecadar mais uns votinhos da massa acefalada das igrejas. Como diria um grande poeta ultra moderno “Nunca serão” Nascimento, Capitão. Hehehe

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