Aqui no Garotas Geeks, a gente tem uma piada interna que é o OMG I’M SUCH A GAMUUUURRR (acabou sendo adaptada pra OMG I’M SUCHA A QUALQUER COISA), tirando um sarro daquelas meninas que se acham diferentes de todo mundo e superespeciais porque jogam videogame. A gente tira um sarro disso porque sabemos que jogar videogame não faz com que você seja melhor ou pior que nenhuma menina. Afinal, tem muita, MUITA, MÓÓÓIIINNNNTAAAA menina que joga videogame hoje!

A prova disso foi a prévia de uma pesquisa feita pela ACIGAMES que saiu no G1 esses dias. Só no estado de São Paulo, 37% dos jogadores são meninas! Depois de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os dois estados com mais meninas por trás dos controles. Nos EUA, essa porcentagem é de 45%.

(aliás, a pesquisa da ACIGAMES não terminou ainda e você pode participar clicando aqui.)

Ou seja, com base nisso, a gente pode considerar que as meninas já são quase metade das consumidoras de games e que, portanto, estamos aí em pé de igualdade com os meninos.

Mas a gente sabe que ainda rola muito preconceito – apesar de, cada vez mais, vermos a grande mídia mostrando que meninas também mandam bem nos controles. Prova disso é o tanto de meninas trabalhando na área, inclusive na mídia especializada (é importantíssimo pra quebrar o preconceito).

Flavia Gasi e Bianca Jhordão foram as duas que me vieram à mente de imediato - e com certeza já ouviram milhares de vezes que só estão lá por serem bonitas.

Esta semana, passei por duas situações em relação a meninas+games que foram o que motivou este post.

Primeiro, fui convidada para conhecer o escritório da Ubisoft Brasil aqui em São Paulo por causa da minha obsessão maluca por Assassin’s Creed (se você me segue no Twitter, já deve ter percebido). Fui lá para conhecer mais sobre o trabalho da Ubisoft e o que rola no escritório brasileiro da empresa. Batemos um papo sobre games em geral e foi muito divertido!

Uma das coisas que rolou de comentário foi que o meu perfil é de menino gamer, por causa dos jogos que eu gosto, e não de menina gamer. Essa divisão é puramente corporativa, digamos assim, porque o que é considerado para o mercado de games como jogo de menina é, por exemplo, o Just Dance. O que, obviamente, não significa que meninas não possam jogar Call Of Duty!

TIME TO KILLLLLLL #imsuchagamer

Enfim, não vão criar polêmica em torno disso: eu citei para justamente mostrar que existe, entre as produtoras de games, um reconhecimento de que há uma grande parcela de meninas que jogam. Elas sabem disso e produzem jogos para esse público.

Por outro lado, ontem recebemos um email meio pesado de uma leitora de Porto Alegre que não quis se identificar. Resumindo (está na íntegra no nosso tumblr), ela veio desabafar que está há um tempão procurando emprego e o sonho dela é trabalhar com games! Daí surgiu a oportunidade em uma loja em que havia uma placa escrito “procura-se vendedor” e ela se candidatou. Mas olha a surpresa: a vaga era para meninos, porque eles não contratam mulheres na loja. WTF??? 

Comentei que achei muito estranho – e feio! – , até porque, em Piracicaba (interior de SP, minha cidade natal <3), recentemente fui numa loja de games em que a única funcionária era uma menina. Que, inclusive, me atendeu mal porque… estava jogando, oras! hahaha

A minha opinião é que o dono dessa loja de Porto Alegre deve ter um certo medo que uma garota não consiga convencer os clientes, sei lá. Mas, sério, vocês ainda acham que isso existe? Numa conversa de três minutos você descobre se a pessoa sabe do que está falando ou não, e não apenas sobre games. Sem contar que, sempre que uma menina comenta de games com algum menino, ele se mostra mais interessado do que quando conversa com outro menino. Podem fazer o teste!

Essas duas situações que eu comentei aqui mostram um despreparo entre os vendedores de games para o mercado. Enquanto as produtoras de games  criam jogos para meninas e as consideram potenciais expoentes de informação sobre games (quantos de vocês já jogaram/leram/conheceram Assassin’s Creed de tanto eu falar no Twitter? Ou Left 4 Dead por causa da Babs e do nosso Left 4 Cast?), o “espalhador” final, que é o vendedor, ainda não reconhece isso. O resultado desses pequenos atos é que, enquanto o cara acha que está protegendo o comércio dele, ele está, na verdade, mantendo o preconceito contra meninas que jogam videogame e, óbvio, diminuindo a quantidade de clientes em vez de aumentar.

Sem contar que, se não bastasse toda a lógica acima, discriminação é crime. A Deborah achou este estudo sobre o assunto, vale dar uma lida pra entender melhor, e o @DarthJee mandou este link sobre discriminação no trabalho. Ou seja, o assunto é sério e a gente sabe de outras histórias de meninas que foram descartadas em empregos só por serem meninas. Uma delas – olha que absurdo – era formada em TI e não conseguia arrumar emprego porque só contratavam homens.

A gente já falou várias vezes sobre o assunto e com certeza todas nós já passamos por isso ou por algo parecido. Mais uma leitura pra ilustrar: a necessidade constante de provação.

Enfim, vamos à pergunta do título: você contrataria uma garota para trabalhar na sua loja de games? Ou ainda é desses que acha que videogame é coisa de menino?

Também quer desabafar aqui? Mande um email para contato@garotasgeeks.omelete.uol.com.br/wordpress com o assunto DESABAFO que a gente dá uma olhada! ;)

Quem escreve? Giovana


Giovana vê referências nerds onde não tem, crê que dor de cabeça é gene X se manifestando e acha que De Volta Para o Futuro > Star Wars. Pretende ser Embaixadora da Terra para Assuntos Externos e ainda quer casar com o Zachary Quinto apesar dele ser gay (afinal, é mandingueira e traz a pessoa amada de volta em 3 dias).

Categorias: Comportamento, Manchetes

comentário(s)

  1. Vanessa L. disse:

    Tem o outro lado também, lojas que contratam atendentes mulheres pra atrair os clientes, mas quando você chega pra perguntar qualquer coisa, a pessoa tem que ligar pro chefe, falar oque voce ta falando e o chefe responder, e ainda sim, dá erro. Fui atrás de skyrim, descrevi o jogo,falta momentânea de léxico, a moça não conhecia, ligou pro chefe, ele falou que era skyrim, ela digitou skirim, e constava que não existia nos dados, saindo da loja, vi o jogo na prateleira…

  2. XJony disse:

    Contrataria coooooom certeza além do mais eu sei q ter mulher na loa iria ajudar na clientela masculina por lá XD brincadeira, mais isso não deixa de ser verdade, e mesmo assim não é só por isso seria bom ter um diversificamento nos funcionários pq tipo seria bom ter uma menina pra atender outras meninas tipo ajudaria na clientela feminina tbm

  3. É uma pena que esse tipo de coisa ainda aconteça hoje em dia. Felizmente acho que estamos numa fase de mudança desse velho paradigma que liga video game à conteúdo masculino.

    Vejo gerações como a minha e da minha namorada em que ela não possuia o mínimo de contato com os games durante a infância/adolescencia, fatos que fizeram com que ela criasse um enorme bloqueio que resulta em “não sei jogar essas coisas” … “não tenho coordenação”.

    Uma pena que coisas assim tenham demorado tantos anos para começarem, vagarosamente, a mudar.

  4. Victor.Jay. disse:

    De imediato, vejo boas lojas em SP na zona sul com mulheres como funcionárias. Infelizmente, nenhuma que entenda realmente de qualquer coisa relacionada a jogos, nem mesmo se tal jogo serve ou não para um console mesmo na capa indicando para qual console é.
    E, infelizmente, também já vi homens vendedores nas lojas de games, com um péssimo conhecimento sobre seus produtos à venda. E não precisa ser um historiador, bastava saber itens necessários para uma eventual venda, como se tem multi-player, modo online ou até mesmo o valor mensal de algum jogo online. Afinal, faz parte do vendedor esse tipo de coisa, conhecer o produto que vende.

    Agora conhecer profundamente sobre jogos, já é algo raro que encontro nas lojas, principalmente nas grandes. E são poucos os que encontrei que falam sobre o jogo para vc, que fala se é ou não um estilo pra vc – desde q vc passe isso pra ele – e etc. Maioria fala que o jogo é animal, tudo de bom e indica pra todos, pelo mero item de querer “vender”, não o culpo totalmente, mas please!

    Minha esposa que não é “I’M SUCCCHH A GAMMUUUUR”, joga perfeitamente jogos de terror desde o PSOne, 2 e III e se aventura no Kinect e no World of Warcraft. Já praticamente aniquilou muitos e muitas vendedoras de lojas quando recebe informações erradas. Mas, é de costume, ela joga casualmente (tá de 3 a 5x por semana), jogou bastante Wii tb, mas não chega a ser uma que vai te responder qual é o produtor, distribuidor, desenhista ou dublador de tal jogo.

    Então, é meio que um nível disso.

    Vendedores não precisam ser “I’M SUCHHH A GAMUUUUR!”, eles precisam ser “I’M SUUUCCHH A VENDEDORRR”! Precisam conhecer seu produto de venda, não importa se é mulher ou homem!

    Quantas já viram com FREQUENCIA um vendedor de lingerie?
    Chega e pergunta coisas técnicas a respeito das peças, nomes geralmente estranhos para um homem comum (corset, garter, etc).
    Ou até mesmo de maquiagem (homens aparecem, mas vc entenderam o nível).

    Excelente post, acompanho sempre aqui.
    Ótimo conteúdo de vcs, sempre!

  5. Pessoalmente eu nunca classifiquei homem gamer, mulher gamer. Para mim existem "gamers" pessoas que curtem esse universo, gostam de jogar e ponto. Isso quer dizer que se dependesse de mim contrataria até um cachorro desde que fosse competente….rs
    Em geral não tem essa de pré-conceito até porque no caso da Flávia Gasi eu acompanho o trabalho dela tem aaaaanossss, desde quando ela escrevia na EGW. (competência)
    Eu conheço muito marmanjo que dá banho em muita mina por aê em Juste Dance e também muita mina que joga WoW comigo que eu não substituiria por ninguém em suas funções ( as bixinha manja bixo) ushdesuaeh….enfim os jeneros devem existir para cativar todo o tipo de público pois existem gostos….agora agora dizer que jogo "x" é pra muiéh e "y" pra "Homi" é uma grande bobagem…isto claro no meu modésto ponto de vista. =)

  6. Allan Coelho disse:

    gente fala serio isso é uma bobagem super absurda!!!

    só um perfeito idiota para nnão contratar uma menina pra vender games, existem varios bons motivos para a contratação:

    1º: a loja iria encher de jogadores homens só para ver ver quem era a nova vendedora, afinal verdade seja dita, todo o gamer sonha em namorar uma garota gamer e a loja com certeza iria lucrar muito com isso

    2º: uma mulher sempre entende melhor outra mulher do que um homem, isso faria com que ela conseguisse convencer as mulheres a conhecer títulos q ainda não são os favoritos deste publico

    3º: quantos outros logistas dessa categoria tem a sorte de ter uma mulher q entende do assunto na equipe, ah fala serio!!!!

  7. Nikita disse:

    A probabilidade de uma garota não dar conta nessa área é igual a de qualquer homem. A diferença está no conhecimento e dedicação de cada um! 

    Um proprietário de loja de Games que deixa de contratar alguém com conhecimento na área apenas por ser mulher é, no mínimo, ignorante, pois além de agregar conhecimento, garotas que curtem coisas nerds chamam atenção, isso é fato.

    O que não pode é contratar uma garota que jogou Super Mario há séculos atrás (e que não sabe nem o que é um Wii) pra chamar público…

  8. Conrado Miranda disse:

    Acho que qualquer loja tem que ter uma entrevista e um tempo (que seja uma semana) de experiência para ver se a pessoa sabe ser vendedor(a).

    Se manjar de jogo e souber vender, tanto faz se é homem, mulher, cachorro, gato, papagaio. Sabe fazer o trabalho e basta.

  9. Eu acho isso um machismo sem fundamento algum e sem potencial para que seja inventado um fundamento algum dia. Todos os seres humanos, independente do sexo com qual nasceram,tem a plena capacidade de trabalhar em qualquer função, dependendo somente de seu nível de conhecimento sobre a mesma ou até mesmo de sua força física, se no caso for um trabalho braçal. Rejeitar uma pessoa simplesmente por convenções sociais e preconceitos, sem deixar que ela tenha ao menos uma semana de experiência é realmente ter um “atestado de babaca” colado no peito.
    Eu mesmo, até mesmo para games, livros e outas coisas, prefiro a opinião de mulheres, pelo fato de que muitas vezes elas não analisam o negócio simplesmente por “ser foda”. Elas te explicam melhor e de um modo pelo qual você se interesse. E não é puxassaquismo não, porque eu já passei por isso muitas vezes.
    E também não adianta dizer que isso é só coisa da geração passada, já que na geração atual grande parte dos homens tem uma grande rejeição com garotas nerds, geeks, etc. Esses caras são o tipo de pessoa retrógrada, que não aceita que o seu mundinho mude e evolua, além de ver a mulher como a mesma era vista nos anos de 1800. Pra mim, quanto mais mulher envolvida no meio, melhor. Vai subir a qualidade de tudo e ,consequentemente, haverão mais mulheres inteligentes e interessantes com as quais os nerds poderão conversar, se divertir e amar sem se sentirem esquisitos ou com necessidade de mudar.
    Por fim, não me importa que muitos trolls xinguem meu comentário e achem que eu sou um besta por não me comportar como um ” hurrrr durrrr sou machinho que saiu da pré-escola, meninas são inimigas!”, Primeiro cresçam e depois venham ter uma conversa madura. E por favor tragam bons argumentos, porque a festa não é de graça não.
    Valeu,meninas! Ótimos texto e até a próxima.

  10. Catia Oliveira dos Santos disse:

    É verdade tem muito preconceito em relação as meninas mas,não só em relação a se contratar vendedoras mas,se você é menina e vem comprar qualquer produto aqui em Fortaleza eles te olham,se for bonita te secam,e depois eles tem O pensamento: ELA É MENINA OBA ESSA VAI ME DAR RIOS DE DINHEIRO YATTA EU VOU ENGANA-LA HUAHAHAHA bem então quando eu começo a conversar eles simplismente boiam,flutuam,e tomam um susto é incrivel que nas lojas geralmente é sempre o gamer sabe o que fala muitas vezes o vendedor só tenta fingir que está te entendendo

  11. Leticia Magalhães de Souza disse:

    horrível isso…. tem muita menina aew q sabe mais de games do que meninos aff , esse povo preconceituoso me deixa muito nervosa U-u

  12. AMOOOOO jogar games em consoles, gente, eu nunca me achei melhor do que outra garota por isso. Também acho que há muito preconceito sobre meninas que jogam games. VAMOS PARAR COM ISSO S.O.S um salve para a Flávia Gasi, minha gamer FAVORITA!!! ? bjs

  13. Tais disse:

    Não me impressiono, tô cansada de ver anúncios contratando gente e que já deixa claro que sexo tá aceitando. Sou contra isso, óbvio. Tudo segregação/estereotipagem de merda issae

  14. Thalisson disse:

    COm certeza, aliás na minha empresa já houve contratação de meninas para fazer jogos.

    E a Ubisoft realmente tem essa classificação de jogos de meninas e jogos de meninos, o que já deixou em saia justa no SBGames 2008 (Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital). Esse evento teve a palestra da Ubisoft, cujo palestrante falou que os jogos focados para o público feminino são os de fazer comida, arrumar a casa, plantar jardins e tal. Foi quando uma garota pediu o microfone e falou “Eu sou menina e não quero jogar esses tipos de jogo, isso já faço na vida real. Eu quero É VER SANGUE, matar todo mundo, não fazer comidinha e jardim”.

    Detalhe que esse era um Keynote em que não tinha nenhum outra palestra/apresentação em paralelo, ou seja, todo mundo estava vendo a palestra.

  15. John Herculy Araujo disse:

    é um preconceito muito besta puxa tem muita que sabe muita mais de video games do que eu kkkkkkkkkkkkk tipo que men a Flávia Gasi, e todos nois devemos ter os mesmos direitos mais não tem gente tem muito gente de mente fechada mesmo :P

  16. Contrataria, mas ela teria que ter jogado esses 5 jogos: Alex Kidd, Super Mario Brothers, Shinobi, Altered Beast e Bomberman.só assim pra ganhar meu respeito xD.Mas falando sério, pra mim é indiferente homem gamer, mulher gamer, estamos na mesma party e com o mesmo objetivo, Arrancar a cabeça dos mother fockers da outra party. xD

  17. Heitor Polidoro disse:

    Olha, eu ainda acho que video game é coisa de menino e acho que parte dessa porcentagem de meninas gamers são de jogos sociais (FarmVille like). Por favor, não entendam como preconceito, é só uma opinião baseado no que vejo à minha volta, não estou dizendo que toda menina que se diz gamer joga FarmVille e todo menino joga CoD, existem todos os casos, posso estar errado, mas é isso que vejo. E se eu fosse preconceituoso não acompanharia blogs como esse, o Girls of War e até mesmo o TramadoPorMulheres. Mas eeeeenfim.

    Acho que numa loja tem de ser misturado, principalmente pelo preconceito alheio. Garanto que muitos meninos não iriam querer serem atendidos por uma vendedora de games menina por achar que ela não entende nada, por outro lado existem muitos meninos que preferiria ser atendidos por uma menina gamer porque “uau, ela é menina E gamer hardcore!? *_*”. E meninas prefeririam ser atendidas por uma mulher porque “Ela me entende”, o pré-conceito vem de ambos os lados.

    Note que em todos os casos existe preconceito. No primeiro é o clássico “Ela é menina e não entende de videogames, ponto.”, no segundo é quase a mesma coisa mas com um toque de “raridade” e no terceiro é mais um clássico “Meninos não entendem meninas”.

    Eu acho qualquer forma de preconceito sexual babaquisse (não só sexual, mas esse é o tema ;P ), acho também, errado dizer que homens e mulheres são iguais no mercado de trabalho, cada um é melhor em uma coisa. O certo seria dizer que são equivalentes.

    Por fim, não acho totalmente errado a Ubisoft classificar os jogos dessa maneira, a sociedade é assim, todos nós somos assim. Para comprovar basta responder a seguinte pergunta: “O que dar de presente para uma criança?”, muitos vão responder com a pergunta: “Menino ou menina?”, “Porque se for menino é dê um carrinho e se for menina, uma boneca”, é assim que pensamos, e não acho errado, errado é ter preconceito ou tratar de forma diferente uma menina que prefere um carrinho e/ou um menino que prefere a boneca.

    O público alvo de CoD, BF etc. é masculino e de Dance Central é feminino, ponto. Isso não impede das empresas trazerem atrativos para ambos os sexos. Garanto que a Ubisoft não classificou dessa maneira por preconceito e sim por dados estatísticos.

    Isso não é só com games, é com tudo. Faça a pesquisa: “Quem gosta de Duro de Matar?”, garanto que 90% serão homens.

    Anyway, acho que já viajei de mais, espero não ter ficado nenhum mal entendido, posso estar errado, não sou o dono da verdade e sempre estou aberto à discussão, mas é assim que vejo.

    Beijos

    • may salvador disse:

      Entendo que o que vê a sua volta são meninas jogando jogos sociais.
      Já no meu ambiente a coisa é totalmente diferente.
      Vejo minha irmã entrando em discussões sobre a jogabilidade de FIFA vs. PES, terem zerado GTA dando unlock em tudo o que era possível, amigas minhas tretando pelo Twitter por terem ganho no L4D ou jogos do gênero. E a maioria dos jogadores de “FarmVille” que vejo são pessoas que não passam lá muito perto de video-games.

  18. keith disse:

    Sou woman gamer e desenvolvo games (programação mesmo e não desiiiiign). Com muito orgulho! o/

  19. Sobre a menina de PoA: processe a loja! Fará bem pra sua sensação de injustiçada e ainda pode resolver seu problema financeiro.

  20. Sabe o que é engraçado?! Na minha cidade a loja de games mais famosa ever (famosaa mesmo, todo mundo tinha conta lá) só contratava mulheres!

    Uma vez eles abriram vaga e eu tentei me candidatar, mas eles nem deixaram.

    E na minha opinião, é bem mais legal quando uma menina sabe sobre games do que um homem.

  21. Leh. disse:

    Eu faço faculdade de jogos -oi? Isso mesmo! E acho incrível que algumas garotas só fazem por que passaram no vestibular e não por que realmente querem isso né?! Acho que é por isso que muitos não acreditam em nós, porém isso não é uma característica reservada a garotas, muitos garotos também fazem isso e eu acho um absurdo!
    Acho que por isso que essa falta de crédito ocorre, pois muitos só fazem por causa da oportunidade e não por que gostam realmente e quando vem alguém realmente interessado eles descartam na hora, por causa dessas outras pessoas.

  22. Adriano Maruoka disse:

    Lógico que contrataria uma menina pra trampar numa loja de games! Isso ae é desculpinha de gente preconceituosa. Como cliente eu até prefiro que seja uma menina na maioria das vezes. Tem muito homem por ai que sabe quase nada de games e trampa em loja. Isso é só tabu. E tabus servem para serem quebrados!

  23. may salvador disse:

    Sou formada em TI, tenho, além da faculdade, dois cursos técnicos na área de TI.
    Consegui um emprego (eeee, todos comemora). Mas aqui na empresa demoraram (sem brincadeira) mais de 6 meses pra me levarem a sério. Até perceberem que eu sei o que estou fazendo e que entendo das coisas demorou.
    E sentia que isso acontecia por dois motivos: 1. tenho cara de mais nova do que sou e 2. sou mulher.

    Triste :/

    • ricardo disse:

      às vezes eu odeio o setor de TI. muitos se acham seres superiores e te desdenham porque você programa na plataforma Y e não na X. e sim, eles te desdenhavam porque você era mulher. =(

      eu deveria era largar essa área e virar mendigo.

  24. Victor Novaes disse:

    De imediato, vejo boas lojas em SP na zona sul com mulheres como funcionárias. Infelizmente, nenhuma que entenda realmente de qualquer coisa relacionada a jogos, nem mesmo se tal jogo serve ou não para um console mesmo na capa indicando para qual console é.
    E, infelizmente, também já vi homens vendedores nas lojas de games, com um péssimo conhecimento sobre seus produtos à venda. E não precisa ser um historiador, bastava saber itens necessários para uma eventual venda, como se tem multi-player, modo online ou até mesmo o valor mensal de algum jogo online. Afinal, faz parte do vendedor esse tipo de coisa, conhecer o produto que vende.

    Agora conhecer profundamente sobre jogos, já é algo raro que encontro nas lojas, principalmente nas grandes. E são poucos os que encontrei que falam sobre o jogo para vc, que fala se é ou não um estilo pra vc – desde q vc passe isso pra ele – e etc. Maioria fala que o jogo é animal, tudo de bom e indica pra todos, pelo mero item de querer “vender”, não o culpo totalmente, mas please!

    Minha esposa que não é “I’M SUCCCHH A GAMMUUUUR”, joga perfeitamente jogos de terror desde o PSOne, 2 e III e se aventura no Kinect e no World of Warcraft. Já praticamente aniquilou muitos e muitas vendedoras de lojas quando recebe informações erradas. Mas, é de costume, ela joga casualmente (tá de 3 a 5x por semana), jogou bastante Wii tb, mas não chega a ser uma que vai te responder qual é o produtor, distribuidor, desenhista ou dublador de tal jogo.

    Então, é meio que um nível disso.

    Vendedores não precisam ser “I’M SUCHHH A GAMUUUUR!”, eles precisam ser “I’M SUUUCCHH A VENDEDORRR”! Precisam conhecer seu produto de venda, não importa se é mulher ou homem!

    Quantas já viram com FREQUENCIA um vendedor de lingerie?
    Chega e pergunta coisas técnicas a respeito das peças, nomes geralmente estranhos para um homem comum (corset, garter, etc).
    Ou até mesmo de maquiagem (homens aparecem, mas vc entenderam o nível).

    Excelente post, acompanho sempre aqui.
    Ótimo conteúdo de vcs, sempre!

  25. Lais disse:

    jah vi várias lojas de games aki em SP com garotas que trabalham…e as vezes tbm atendem mal pq tão jogando rsrs, jah ocorreu de sofrer preconceito por vendedores, tipo com a minha amiga e ela pergunta pro cara to procurando um jogo de corrida pra dar de presente…e o cara meio rindo dela fala ahh tem varios..ai tive que intervir e perguntar pra ele se tem lançamento, quais o q tem mais saida, pra quais plataformas tinha disponivel..e olha q nem sou gamer..iformações minimas q ele tinha que dar..mas não ele jah partiu pro ponto ahhh ela n entende de nada só vai tomar meu tempo….sei q issu é um caso a parte..mas dps dissu so compro game online evito esse tipo de gente rsrs..qnd to na rua e as evzes vejo um game que me interessa…e ca entre nos se fosse pra compra em loja preferia ser atendida por menina, acho que a vendedora n se acharia tão superior no assunto que n conseguiria me dar alguma explicação sobre o produto XD

  26. Marcelo disse:

    Quer mais exemplos carla girls of war pink vader e umas da gametv

  27. Sybylla disse:

    Um cara numa loja ficou surpreso por me ver entrar procurando o Starcraft e falando do jogo com profundidade. Se existe preconceito com clientes mulheres, o que dirá de atendentes mulheres.

  28. Aramati Paz disse:

    Se eu tivesse uma loja de games ia fazer questão de contratar muitas garotas, de preferencia gamers bonitas porque muleque babando compra qualquer coisa. Que? Futilidade? Eu penso na grana e fuck the police XD

  29. Aramati_ disse:

    Até hoje só vi garota em uma das lojas de game da minha cidade (não que hajam muitas), mas nem ‘entrevistei’ a guria pra ver se ela entedia do assunto

    #Blumenau

  30. Aramati_ disse:

    Vô fazer um relato aqui bem bunitin sobre o lado da ‘clienta’:
    Eu entrei numa loja bem bacana de games (unica que não fica em shopping) daquele tipo que os vendedores tem tudo cara de virgin nerd.
    Só de eu saber o que estava prcurando e de conhecer o nomes e a plataforma de alguns jogos o atendente já ficou meio de queixo caido
    #sofunny

    Tambem não sou a sucha gammer, não entendo muiiito do assunto, mas faço questão de saber o minimo sobre o que ta rolando, e mais do que o minimo daqueles mais populares.

  31. Iana Alves disse:

    Haha, que engraçado ver isso aqui, porque ainda agora eu estava olhando vagas e apareceu aquele ~~emprego perfeito~~ : beta tester de games pra uma multinacional não identificada.
    Salário legal, perto da minha casa, dentro da minha faixa etária e disponibilidade de trabalho …. mas que não aceitava mulheres também.
    COMO ASSIM, MUNDO?

  32. Beto disse:

    Independente do sexo, contrataria um profissional (ou estagiário, wtv) competente, apenas. Fim.

  33. Clara disse:

    Olá, estou precisando falar com urgência com a Tamirys Seno, você poderia pedir para ela entrar em contato? Obrigada

  34. Kelly Rocha disse:

    Nossa que zuado, coitada da garota, uma vez estava com a minha irmã no shopping e coo sempre vi uma loja de games e fui babar na vitrine quando minha irmã me perguntou a diferença entre dois consoles que estavam a mostra, O vendedor logo veio pra explicar mas acabou pegando a MINHA explicação no meio e quando terminei ele falou “Caramba nem eu saberia explicar melhor!!”

    Isso porque nem sou a garota viciada em games imagina se ele pega uma que manja de verdade do assunto?

  35. Reginalolipop disse:

    Em muitos casos, a seleção entra em conflito com conceitos particulares da própria empresa, existe o mito de que uma mulher quebra a harmonia entre um grupo de trabalho composto por sua maioria homens, muitas empresas nem se arriscam a ter esse problema.

    Por outro lado, não vejo motivo pra seleção de gênero pra trabalhos genéricos como vendedora ou programadora, trabalhei com homens a muito tempo numa empresa e não existe problema algum quando voce é qualificada pro cargo em si.

  36. Atma disse:

    Olha, se tiver uma loja de games, eu contrataria uma ou mais mulheres sim, se 1- Ela entender bem do assunto, assim como sci-fi, animes e tal, porque é este tipo de assunto que o pessoal fala em uma loja. Não adianta ser beldade, tem que se enturmar com a gelara, pois ela é o cartão de visita da loja. 2- Se ela gostar do que faz. Não adianta saber apenas para agradar o namorado ou para pegar o emprego. Tem que curtir para ser autêntico a vontade de atender e ajudar os clientes. 3- Ser responsável e honesta :)

  37. Rafael Kaen disse:

    Acho que não tem problema contratar uma mulher, é só contratar alguém que saiba o que vende, tem uma loja de informatica não muito longe de casa que tinha uma moça que não sabia nada e provavelmente devia ser irmã do dono da loja, hoje ela nem tá mais lá.

  38. Uma garota jogar videogame não a torna melhor ou pior do que uma que não joga. Só a torna mais interessante para mim XD

  39. Rafael Morais disse:

    Como vc falou…hj exite muita garota que joga mas, respondendo sua pergunta…eu aceitaria uma garota na minha loja de geme, se ela responder todas as minha peguntas sobre game..e entender pelomenos 3 piadas dentre 5 dos mundos dos games, como esta por exemplo. (Legenda: Eu prefiro morre do que perde a vida.) http://25.media.tumblr.com/tumblr_lvqom5D0ME1qm5ajoo2_500.jpg

  40. Quando fui comprar meu psp….o vendedor perguntou se era para o meu irmão, só pq eu não pedi o psp da Hanna Montana , só pode

  41. ricardo disse:

    Tudo depende: eu não contrataria uma menina por ser menina – bonita ou não – se tenho um gordo barbado que se apresentou melhor vendedor/conhecedor do assunto que essa garota. Mas não deixaria de contratar uma garota que se apresentou boa vendedora e conhecedora do assunto por ser uma menina. Porém…

    Existem inúmeras lojas de roupas femininas que só possuem vendedoras mulheres e só contratam vendedoras mulheres. Isso é discriminação? Não acho. Porque é um ramo segmentado. Uma loja de VGs não contratar uma menina e dizer que a vaga é para garotos apenas está cometendo algum tipo de discriminação? Talvez. Não dá pra saber quais as circunstâncias em que a loja estava quando optou por somente meninos.

    Eu frequentava uma comic shop local onde o público era maciçamente masculino. A loja teve 4 vendedoras mulheres. Quase nenhuma manjava de HQs, CCGs e RPGs, o cargo chefe da loja. Elas eram simplesmente vendedoras. E isso era ruim quando entrava um cliente sem experiência no assunto pedindo algum tipo de informação mais detalhada. Quem salvava a pátria era o vendedOr (ou alguma boa alma articulada que estivesse na loja). Assim, antes da loja mudar de dono (e melhorar), todas as funcionárias que passaram por lá, acabaram ou pedindo demissão, ou sendo demitidas.

    E como mencionei acima, o fato da loja ser maciçamente frequentada por garotos com hormônios explodindo, ou homens em suas “adulecências”, sempre existiam momentos de constrangimento com comentários impertinentes (aka: cantadas e xaveco). Às vezes elas levavam de boa, mas muitas vezes isso as incomodava.

    Por tanto, se eu fosse o dono (no caso era dona) da loja acima, quando eu abrisse uma nova vaga, eu provavelmente optaria por contratar somente meninos. Primeiro pra evitar clientes paquerando as funcionárias e causando incômodo nelas e em outros clientes, segundo porque minha experiência com elas mostrou que o(s) funcionário(s) se mostraram mais interessados em conhecer os produtos e em vender melhor.

    O que me leva a questionar se a loja não teve algum tipo de problema num passado recente com alguma funcionária – seja esse problema causado pelo cliente, ou por falta de domínio do assunto pela funcionária.

    Contudo, *eu*, pensando “por mim mesmo”, numa utopia onde tenho uma loja de video games, eu contrataria qualquer pessoa que se mostrasse interessada, ou que conhecesse o produto. Mas *independentemente* se essa pessoa joga ou não vgs, eu a *treinaria* para conhecer o produto – simplesmente porque acredito que você não precisa consumir o que você vende, mas deve parecer que consume, ou seja, deve DOMINAR o universo/produto que você vende.

    Assim, a mina podia nunca ter pego num controle (opa!), mas se ela estivesse mostrando um interesse real por trabalhar e disposição para *entender*, eu a contrataria.

    O mau é pensar que vendedores bonitos, especialmente mulheres, vendem mais. Daí já entraríamos num outro aspecto beeeeem ingrato…

    Abraços!

  42. […] Porque gamer de verdade é quem leva game over na cara na última fase de Alex Kidd, engole o choro e recomeça tudo, quantas vezes forem necessárias! OMGI’MSUCHAGAMUUUURRR […]

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