Fui vítima da promoção de férias da Steam e comprei um dos jogos que queria há mais tempo: L.A. Noire! Apesar de não ser novo (foi lançado em junho de 2011), muita gente nunca jogou e acho que vale falar sobre ele aqui por causa disso. Além disso, o jogo é sensacional!

Então, vamos lá: 5 motivos pra jogar L.A. Noire e um pra não fazer isso.

1. Realismo

A fidelidade do jogo com a vida real é um tanto quanto espantosa. Vou destrinchar outros pedaços disso um pouco mais à frente, mas começa com a criação de uma Los Angeles virtual nos anos 40 – em escala menor (lógico), a maioria das coisas está lá nas três regiões escolhidas: Centro, Wilshire e Hollywood. Até o letreiro, que na época ainda dizia “Hollywoodland”, e algumas construções mais marcantes, como o Grauman’s Chinese Theatre, Egyptian Theatre, Hollywood High, Roosevelt Hotel e outras dos arredores da Hollywood Boulevard!

Essas janelinhas são o Hollywood Hostel (sério!)

Outros landmarks também estão presentes, nem todos reproduzidos com tanta perfeição – é o caso do Angel’s Flight, a menor estrada de ferro do mundo – , mas estão lá.

Além disso, os gráficos, personagens e problemas também contribuem para deixar tudo bastante real. Inclusive, há referência a um crime real (não sei se outros também são, mas este tenho certeza): o Black Dahlia, que continua sem solução até hoje.

 

2. História

Em L.A. Noire, você encarna (a maior parte do tempo) Cole Phelps, um detetive de Los Angeles que… resolve crimes, rs. Você busca evidências, interroga suspeitos e, aos poucos, vai subindo na carreira.

Lá pras tantas, começa a perceber que o buraco é mais fundo e como os crimes podem estar relacionados com uma grande conspiração de ~gente perigosa~.

Muita atenção aos jornais!

O bacana disso tudo é que, como você sabe de tudo que está acontecendo, vai criando suas próprias teorias! Claro que demanda um tanto de atenção, principalmente quando o jogo chega próximo do final e você já não está mais com saco ou vontade de fazer isso. Mas esse envolvimento todo é o que, na minha opinião, dá a graça do jogo.

 

3. Visual

A parte visual de L.A. Noire é um caso à parte. O jogo é LINDO! Os gráficos são perfeitos, quase mais bonitos que a vida real. E, como você observa muitas coisas de perto (afinal, é um detetive e pega coisas pra observar detalhes o tempo todo), dá pra ver bem como eles se dedicaram a isso.

Come closer... you won't believe your eyes!

Achei particularmente bonitos os detalhes das mãos dos personagens. Dá pra ver veias, manchas, a cutícula na unha… E as sombras/iluminação dos objetos, também. Alguns deles nem precisavam desse capricho, já que não são úteis nas investigações. É como se a Rockstar tivesse feito isso só pra gente se impressionar.

Outro ponto legal é que tem um quê cinematográfico: os movimentos são muito reais, as cutscenes surgem do nada e os próprios personagens são criados a partir de e dublados por atores de Hollywood.

No vídeo abaixo, tem a comparação dos atores e personagens:

Curiosidade: o ator principal, Aaron Staton, é casado com a atriz Connie Fletcher, que fez a esposa de Phelps no jogo!

Mas toda essa perfeição gráfica tem um preço: o jogo engasga um pouco pra rodar, mesmo em um computador bom (o meu é este e tive que diminuir as configurações de vídeo pra ele rodar melhor).

 

4. Personagens

Mais do que apenas instrumentos para desenvolver a narrativa, os personagens de L.A. Noire têm suas próprias histórias, que são descobertas paralelamente à principal. E são bem construídos, profundos – pelo menos os principais.

Por exemplo, o detetive Phelps é um herói de guerra, bom moço, com uma bela família, que comete um erro e vê sua reputação arruinada. E até antes disso ele tem que conviver com o peso de tudo que fez na guerra e com a incerteza de ser merecedor dessa glória toda.

É aquela coisa: o jogo tem mocinhos e bandidos, mas deixa claro que às vezes os mocinhos agem como bandidos e vice-versa.

 

5. Jogabilidade

Ele lembra GTA. A princípio, você fica em dúvida mas, assim que entra no carro e tenta dirigir, a direção mole deixa isso bem claro. No entanto, não é GTA.

Primeiro, porque você está do lado da polícia, não dos bandidos. Você até pode entrar num carro e tocar o terror por aí, mas isso traz consequências para a sua carreira. Por outro lado, você pode pegar o carro de quem quiser sob a licença de ser policial, rs.

LAPD e você vai fazer o que eu mandar

Pra quem já jogava GTA, L.A. Noire é bem mais simples: ele segue a tendência atual de jogos que te “prendem” nas ações. Por exemplo, só pode sacar uma arma e atirar quando o jogo permitir, quando a história exigir que você mate uns caras. Por isso, ele também é mais fácil de jogar, já que praticamente te pega na mão para mostrar o que você deve fazer.

Mas isso não o faz menos divertido, até porque a verdadeira graça não está nas cenas de tiroteio (que chegam a ser repetitivas e bem entediantes), mas em toda a estratégia.

Quanta emoçzzzzzzz

Um ponto alto, pra mim, são os interrogatórios. Pra tentar arrancar informações dos suspeitos, você tem que prestar atenção em como eles respondem às perguntas e decidir se estão falando a verdade ou não. E, se acusá-los de uma mentira, é bom ter como provar! Essa parte é muitíssimo bem construída e, apesar de um interrogatório mal feito não comprometer o resultado da investigação (na maioria das vezes!), ele pode atrasar o resultado.

 

E, como não podia deixar de ser, o motivo pelo qual L.A. Noire é legal, mas nem tanto – zuera, é tão legal assim, mesmo! Mas tem que ter um defeito e ele é:

6. Furos no roteiro

Talvez “furos” não seja a palavra certa, mas o roteiro do game tem alguns problemas, principalmente quando se aproxima do final. Não quero dar spoilers, então não vou me aprofundar muito nesta parte. Mas a impressão que fica é que o jogo estava ficando longo demais  e precisaram inventar um final rápido.

O lado bom é que fica no ar uma possibilidade de continuação com personagens super carismáticos e que não foram explorados o suficiente no jogo. Aliás, a Rockstar até disse que pode ser que role.

 

E você, já jogou L.A. Noire? Se sentiu empolgado agora pra jogar? Conta pra gente! : D

Quem escreve? Giovana


Giovana vê referências nerds onde não tem, crê que dor de cabeça é gene X se manifestando e acha que De Volta Para o Futuro > Star Wars. Pretende ser Embaixadora da Terra para Assuntos Externos e ainda quer casar com o Zachary Quinto apesar dele ser gay (afinal, é mandingueira e traz a pessoa amada de volta em 3 dias).

Categorias: Games, Manchetes

comentário(s)

  1. Luisa de Castro disse:

    Única decepção de L.A. Noire é pensar KD QUERO MAIS, e não ter resposta ))):

  2. Quase comprei, mas sou traumatizado com jogos da Rockstar desde GTA IV que não roda direito no meu PC =

  3. Eu sempre quis jogar ele porque a Rockstar sempre faz games sensacionais.

  4. Douglas disse:

    Eu terminei a versão de PS3 (com todos os capítulos de DLC) e gostei pacas. Concordo com os elogios na parte de animação e detalhes, (porém sendo um pouco chato): alguém mais reparou que os personagens não se olham durante as conversas? Parece que estão com os olhos vidrados, não sei se é uma particularidade da versão PS3.
    PS: Giovana, meu PC é igual ao seu :3

  5. Provavelmente vou acabar comprando e jogando… uma hora ou outra… a Rockstar está mandando muito bem nos jogos e estou ficando fã de seus games….

  6. Ebbios Lima disse:

    Lembrando que esse jogo não foi desenvolvido pela Rockstar, mas sim pela Team Bondi, sendo a Rockstar a Produtora e distribuidora do jogo. Infelizmente as vendas do jogo não pagaram o gasto e a Team Bondi teve que fechar as portas.

  7. Fer do Scavenge disse:

    Comprei na promoção da steam também! No meu caso, os movimentos do jogo ficam bem lentos, meu personagem corre em camera lenta, essas coisas.. Tentei todas as configurações que encontrei no google e nada. Dizem que é porque o jogo é limitado a 30fps. Aí é preciso de um pc com configuração descente..

  8. Pedro disse:

    Depois de um ano agora dane-se.

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