Para quem estava com saudades, tem review de game novo no Garotas Geeks! Saiba tudo (inclusive sobre o final, já tô avisando) de Bioshock Infinite! E antes de qualquer coisa: eu não consigo jogar o Bioshock 1 e o 2 porque: eu tenho muito medo. Porém, Bioshock Infinite não assusta e é sensacional!

Depois de muito tempo de espera, finalmente foi lançado o Bioshock Infinite. As notas dos críticos especializados e de muitos gamers revelam a qualidade do que é considerado um dos melhores jogos de 2013. Produzido pela 2K Games e a Irrational Games, Bioshock Infinite possui uma qualidade gráfica de tirar o fôlego. Vindo de uma saga já consagrada, o jogo consegue surpreender pela beleza artística.

Mas não pense que Bioshock Infinite é como o Bioshock 2, uma sequência quase que idêntica do primeiro jogo da saga. Ele não é nada parecido com o Bioshock 1. Tampouco ele é um spin off da série; ele tem muito de seus antecessores. Bioshock é um fps, mas ele traz elementos diferentes de ficção e realismo ao gênero. Quem estava se acostumando com as bizarrices de Rapture irá se surpreender com as novas esquisitices de Columbia e se preparar para conhecer um novo mundo em Bioshock Infinite.

bioshock-infinite-columbia

***Spoilers!! Não tem como contar sobre o jogo sem um pouquinho deles, né? :) ***

A história

Em 1912, o ex-agente Booker DeWitt foi enviado a Columbia para resgatar Elizabeth, uma garota aprisionada na cidade. Columbia está caindo do céu e a dupla terá que descobrir como suas habilidades podem ajudá-los a escapar a tempo. Para sobreviver, você deverá aprender a dominar dezenas de armas e novas habilidades e lutar contra inimigos no ar, em ambientes abertos e fechados.

Columbia

Em Bioshock Infinite, Columbia foi uma cidade dos EUA que decidiu se separar do país por conta das guerras e o jeito encontrado para ter essa independência foi ficar flutuando no céu. Columbia é uma cidade fantástica, assim como Rapture. Porém, ao contrário da primeira cidade da saga, Columbia possui uma atmosfera alegre e às vezes doentia, assim como seus habitantes. Quem já jogou Bioshock sabe que as cidades são sombrias também, então é bom ficar um pouco desconfiado de que Columbia é tudo menos perfeita. Mas não se espante se você achar alguns cartazes racistas em Columbia: estamos nos EUA de 1912.

Comstock

Assim como na vida real temos as visões de esquerda e de direita no mundo da política, no mundo de Bioshock Infinite podemos dizer que elas são representadas pelos grupos do Vox Populi e de Comstock. Zachary Comstock, o grande vilão do jogo, comanda a cidade através de uma religião cega, porém, em um mundo paralelo, Daisy Fitzroy é a líder da Vox Populi, partido da oposição a toda essa ditadura (se pudermos chamá-la assim) de Comstock.

A guerra em Columbia teve início quando Zachary mentiu alegando que Daisy teria matado sua esposa, com o propósito de destruir as ideologias de Comstock, o que obviamente é uma mentira, pois estamos falando do vilão da história.

Daisy bioshock
A missão do jogo

O jogo começa em um barco, porém você não sabe muito sobre o que está acontecendo. Assim como nos outros Bioshock, a visão em primeira pessoa torna o clima muito mais misterioso. Porém, a diferença de Bioshock Infinite está na atmosfera, toda a decadência e atmosfera tenebrosa dos dois primeiros jogos da saga são transformadas em beleza e luminosidade em Columbia. Nos primeiros minutos de jogo você conhece o lado bonito e alegre da cidade e descobre sua missão: encontrar Elizabeth e trazê-la sã e salva para Nova Iorque.

Depois, em uma parte do festival que está acontecendo na cidade, você é obrigado a escolher uma bola e é com essa escolha que a ação do jogo começa. Você possui um AD marcado na sua mão (o que é obviamente nenhuma tatuagem de livre escolha) e é com isso que o “Falso Profeta” seria reconhecido. Assim, você se torna o inimigo número 1 da cidade. Resumindo: se você queria uma missão secreta para resgatar Elizabeth, você acaba de destruir essa chance.

Sua missão é quase como a história de Rapunzel: salvar a linda garota que está no alto da torre. Mas, ao invés de torre, temos uma estátua e, no lugar de dragões, policiais armados querendo sua morte. Mas ela não é nenhuma princesa Disney indefesa. Elizabeth é mais como uma companheira com habilidades especiais e nenhum medo de ficar no meio do tiroteio. Você não precisa se preocupar com ela, basta deixá-la te ajudar.

Bioshock-Infinite-Elizabeth

O jogo

Vão-se os Plasmids, ficam os Vigors

A cada garrafa especial que você encontra, você adquire uma nova habilidade. E essas habilidades podem fazer um inimigo lutar a seu favor e atacar seus companheiros; atacar usando bolas de fogo; jogar corvos nos inimigos; atirá-los para longe com água. Cada habilidade é chamada de Vigor; os antigos Plasmids.

Além dos Vigors você descobre que consegue também utilizar uma arma que possui uns ganchos para se pendurar nos prédios e nas linhas de “bondes aéreos” da cidade. Com essa arma, você pode subir num gancho e aterrissar em cima de um inimigo, o que lembra bastante a forma como o Batman se movimenta em Arkham City, além de matar os inimigos de uma forma sensacional. Quando os policiais te atacam da primeira vez você descobre que existem inimigos com habilidades diferentes, como os fireman que jogam poderosas bolas de fogo em você e os handyman que são bem, bem fortes. Vale também lembrar dos sustos que o Songbird irá te dar durante o jogo, mas nada comparado ao ataque cardíaco dos seres de Rapture (que me fazem aguentar uma média de 2 minutos por tentativa de jogar Bioshock 1).

Assim como nos outros jogos da série, a estória é contada através dos áudios que podemos encontrar no cenário, através de pequenos vídeos que mostram a história de Columbia pela visão do governo, mais certinha e tratando os oponentes do regime como verdadeiros demônios. Não sejam manipulados pela mídia de Columbia, pessoal.

Bioshock-Infinite vigors

As fendas

Quando encontramos Elizabeth pela primeira vez, descobrimos nela uma habilidade única: ela é capaz de abrir fendas para outros lugares. Essa habilidade de abrir fendas também pode funcionar para mundos paralelos e viagens no tempo. E é aí que o jogo pode complicar a cabeça de muita gente. É quase uma mistura entre Looper com De Volta para o Futuro, mas com muitos tiros e em uma narrativa que prende e encanta o jogador. Com essa habilidade de Elizabeth, o jogador pode ter medkits (magic kits), armas, salts (que repõem os Vigors), munição, entre outras coisas úteis durante uma batalha. Acredite: ela vai salvar sua vida mais vezes que você imagina.

O final de Bioshock Infinite

Apenas leia essa parte se você é uma pessoa que não se importa com o que acontece mas como acontece, ok? Quem não gosta de spoilers… já sabe, né? É só não ler essa parte! Quem quiser saber/entender o final de Bioshock é só selecionar o texto :)

Durante o jogo, algumas vezes você se vê em uma sala fechada com um homem batendo na porta e pedindo para você abri-la. Quando você abre, você volta para onde estava no jogo. Elizabeth também diz, durante o jogo, que você às vezes chama por uma tal de “Anna”, porém DeWitt afirma que não quer tocar no assunto. Além desses mistérios, há um casal que sempre aparece com frases misteriosas. Mas calma que a tia aqui vai te explicar como tudo isso se encaixa no final.

Primeiro, as fendas. Elizabeth consegue abrir portais para mundos paralelos. Acontece que… quando Elizabeth era apenas um bebê ela passou por um desses portais (fabricados pela dupla estranha que aparece no jogo) e perdeu parte de seu dedo mindinho, e assim ganhou essa habilidade. Mas o que um bebê fazia entre portais?

Aquela dupla estranha que sempre aparece falando “nada com nada” é na verdade um casal de irmãos que desenvolveu um equipamento capaz de abrir portais para mundos paralelos. E foi através de um dos portais que Comstock soube o que aconteceria em Columbia, quem seria o falso profeta, e como Comstock conseguiria tanto poder. E para isso, ele iria precisar de uma menina e advinha quem tinha uma linda bebê? Booker DeWitt que tinha acabado de perder uma aposta com o Robert Luttece, o homem da dupla misteriosa.

Para pagar sua dívida, Booker dá sua filha, até então chamada de Anna para Robert entregar a Comstock. Ele se arrepende logo depois e o vilão passa a menina para Rosalind, a mulher misteriosa que aparece sempre com Robert, através de uma fenda para que Booker não possa pegá-la.

Conclusão

Bioshock Infinite é uma obra de arte. O roteiro e a forma como a história é contada são perfeitamente ajustados com as cenas de ação.  A história, nada simples de se entender transforma Bioshock em um jogo que vai além do fps. Os gráficos são deslumbrantes e a jogabilidade não é repetitiva, como a maioria dos jogos de tiro em primeira pessoa. Bioshock Infinite pode ter demorado para ser lançado, mas a espera definitivamente valeu a pena. :)

Quem escreve? Deborah


25 anos, jornalista, não sei o que eu fazia para me divertir antes da internet. Heavy user de midias sociais. Amo/sou gifs do tumblr e o meme do Homem-Aranha.

Categorias: Destaques, Games, Reviews

comentário(s)

  1. Mari disse:

    Deborah,
    Eu fechei o jogo e definitivamente não entendi o final.
    Ok a parte que você explicou eu entendi, mas você não mencionou que o Comstock É o Dewitt! Mas tipo como?? Qual a lógica?? Pra que o Comstock roubou a própria filha? E outra, o cara era um herói de guerra mas resolveu se batizar e aí pirou de vez? E pelo que eu entendi ele perdeu a Anna “antes” do batismo, ou seja, como é possivel que antes de ele “ser” o Comstock o Comstock já tinha roubado a Anna, que é a própria filha do Comstock e ARGGGGGGH já deu dor de cabeça…

  2. Mari disse:

    ACHEI! Uma explicação que eu finalmente entendi:

    http://i.imgur.com/MaHNjLo.jpg

  3. Rodrigo disse:

    Realmente Bioshock é surpreendente tanto pelo tema utilizado (universos paralelos) quanto pelo enredo bem elaborado. Depois que eu realmente entendi o final, que Dewitt e Comstock são a mesma pessoa mas em universos diferentes o cérebro explodiu. Fora que o universo de distopia mascarada de utopia é sensacional e muito bem trabalhado.

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